Nem pais, nem professores, nem amigos. Meninos e meninas têm recorrido, cada vez mais, à ferramenta de pesquisa na internet para estudar e tirar dúvidas sobre questões do cotidiano. É o novo oráculo doméstico.
Muitas
das dúvidas que povoam a infância, historicamente dirigidas pelas
crianças a pais e educadores, estão sendo redirecionadas para uma nova
fonte de ensinamentos: o Google.
A ferramenta de pesquisa na internet se consolida como recurso preferencial de meninos e meninas para estudar e matar a curiosidade sobre temas do cotidiano, convertendo o sistema de busca em uma espécie de conselheiro pessoal.
Uma pesquisa da entidade britânica Birmingham Science City deu indício concreto desse fenômeno ao revelar que 54% das crianças e dos adolescentes consultados preferem recorrer ao Google, em vez dos pais, como fonte de informação. A família recebeu 26% das preferências. Os professores, 3%.
– Não surpreende que, com as respostas ao toque de um botão, os mais novos façam perguntas ao Google antes de pais, amigos ou professores. Mas isso não é necessariamente ruim. Mostra como as crianças estão familiarizadas com a tecnologia digital – avaliou o diretor do órgão britânico, Pam Waddell, durante o lançamento do estudo realizado com 500 meninos e meninas de seis a 15 anos.
A atração exercida pelo novo oráculo doméstico às vezes surpreende as famílias. Na casa dos comerciantes Ricardo Bassani, 40 anos, e Alessandra, 37, a notícia de que o filho Luigi utilizava o buscador para entender o mundo chegou com um susto. Quando ouviram o menino de sete anos utilizar a expressão “gay” pela primeira vez, em contexto pouco apropriado, perguntaram ao aluno do 2º ano do Fundamental onde havia aprendido a palavra.
– Olhei no Google – explicou o garoto.
Bassani e Alessandra nem sequer sabiam que o menino já realizava suas próprias pesquisas no computador. Desde então, assumiram a postura que especialistas consideram adequada para receber o “tio Google” dentro de casa: orientam o filho sobre como utilizar a ferramenta e procuram se colocar à disposição para ajudá-lo no que for necessário. Periodicamente, procuram saber quais assuntos despertam a curiosidade do filho, mas não vedaram o acesso ao conselheiro virtual.
– Nos surpreendemos porque acreditávamos que o Luigi ainda era muito novo para fazer suas próprias consultas. É incrível como o Google entrou na vida da gente – admira-se Bassani.
A ferramenta de pesquisa na internet se consolida como recurso preferencial de meninos e meninas para estudar e matar a curiosidade sobre temas do cotidiano, convertendo o sistema de busca em uma espécie de conselheiro pessoal.
Uma pesquisa da entidade britânica Birmingham Science City deu indício concreto desse fenômeno ao revelar que 54% das crianças e dos adolescentes consultados preferem recorrer ao Google, em vez dos pais, como fonte de informação. A família recebeu 26% das preferências. Os professores, 3%.
– Não surpreende que, com as respostas ao toque de um botão, os mais novos façam perguntas ao Google antes de pais, amigos ou professores. Mas isso não é necessariamente ruim. Mostra como as crianças estão familiarizadas com a tecnologia digital – avaliou o diretor do órgão britânico, Pam Waddell, durante o lançamento do estudo realizado com 500 meninos e meninas de seis a 15 anos.
A atração exercida pelo novo oráculo doméstico às vezes surpreende as famílias. Na casa dos comerciantes Ricardo Bassani, 40 anos, e Alessandra, 37, a notícia de que o filho Luigi utilizava o buscador para entender o mundo chegou com um susto. Quando ouviram o menino de sete anos utilizar a expressão “gay” pela primeira vez, em contexto pouco apropriado, perguntaram ao aluno do 2º ano do Fundamental onde havia aprendido a palavra.
– Olhei no Google – explicou o garoto.
Bassani e Alessandra nem sequer sabiam que o menino já realizava suas próprias pesquisas no computador. Desde então, assumiram a postura que especialistas consideram adequada para receber o “tio Google” dentro de casa: orientam o filho sobre como utilizar a ferramenta e procuram se colocar à disposição para ajudá-lo no que for necessário. Periodicamente, procuram saber quais assuntos despertam a curiosidade do filho, mas não vedaram o acesso ao conselheiro virtual.
– Nos surpreendemos porque acreditávamos que o Luigi ainda era muito novo para fazer suas próprias consultas. É incrível como o Google entrou na vida da gente – admira-se Bassani.
Pesquisa antes da viagem de férias
Desde então, o mecanismo se tornou peça-chave nos trabalhos escolares e para tirar dúvidas variadas. Antes de uma viagem da família, o menino voltou ao faz-tudo digital para achar imagens da Praia do Rosa e conhecer com antecedência o destino das férias. E mais:
– Uso também para achar jogos de computador, procurar notícias sobre o Inter, várias coisas – conta Luigi.
A doutora em Educação Suyan Castro Ferreira emprega o Google como recurso didático há cinco anos no Colégio Rosário, da Capital, para crianças de até 11 anos. Também se surpreende com a crescente familiaridade dos pequenos com o instrumento:
– Quando comecei, mal sabiam usar. Hoje, já chegam sabendo tudo.
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COMO ORIENTAR AS PESQUISAS VIRTUAIS
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Dicas para pais e educadores proporcionarem um uso mais pedagógico da ferramenta de busca:
l Deixe que a criança escolha suas próprias pala-
vras para formular a pesquisa – evitando ditar o que
ela deve escrever no campo de busca –, colocando-
se à disposição para ajudar quando necessário e
contextualizar as informações encontradas.
l Oriente a criança a procurar respostas em mais de um link. Um maior número de sites que apresenta a mesma informação reforça a validade da resposta. l Estimule a comparação entre as diferentes res- postas em busca de informações contraditórias, o que pode inclusive servir como tema para discussão sobre o assunto.
l Na busca de informações objetivas, dê preferência
a sites teoricamente mais confiáveis, como os de ins-
tituições oficiais, de estabelecimentos de ensino ou de
enciclopédias virtuais, por exemplo.
l Peçacuidadocomsitesquereúnemrespostasfor- muladas por outros internautas. Elas costumam estar mais sujeitas a erros e devem ser comparadas com informações de outras fontes. l Estimule a criança a fazer novas pesquisas a partir das informações encontradas durante uma primeira busca – permitindo que ela vá elaborando novas ques- tões e se aprofundando em um ou mais assuntos. |
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a3908984.xml&template=3898.dwt&edition=20553§ion=1003
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