quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Em busca de pensamentos felizes em tempos de guerra

 Pilotos negros venceram o preconceito e se destacaram na Segunda Guerra  Mundial · AERO Magazine

Recontar o passado para dar à população negra o destaque merecido  inclui falar sobre uma infinidade de trajetórias portadoras de muita potência e de grande força vital

Acabo de desfrutar de duas semanas de férias e, diante da pergunta sobre o que escrever para a coluna desta semana, o meu desejo seria encontrar um assunto suave para falar. Eu sei que é possível despertar sentimentos amenos através da escrita. Todos os dias, cronistas e escritores o fazem muito bem, com leveza, poesia e empatia. Basta pensar nos textos do escritor angolano José Eduardo Agualusa e da brasileira Ana Paula Lisboa, por exemplo, sempre cheios de beleza, mesmo quando falam sobre a dor. Como leitor sou muito agradecido que o façam. Precisamos da beleza e das boas notícias para alimentar a alma.

Mas remexo os meus sentimentos, recolho os fragmentos de pensamentos e ideias que me vêm à cabeça e encontro grande dificuldade para organizar pensamentos felizes. A verdade é que vivemos, no Brasil, submetidos a um estado constante de guerra. E ter pensamentos felizes nessas condições requer muita vontade de viver - uma vontade constantemente minada pelo cotidiano de horror e morte produzido pela guerra.

Não podemos fechar os olhos à constância do horror, do terror e da violência patrocinada pelo Estado. Massacres como o da favela do Jacarezinho ou o da comunidade do Salgueiro, não podem continuar ignorados. Não vai dar para “desver” a cena transmitida ao vivo das mães e familiares retirando do mangue os corpos crivados de balas dos seus filhos e maridos, na comunidade do Salgueiro. Foram mais de 1.500 disparos feitos pelas armas dos policiais. Quantos tiros são necessários para se matar uma pessoa?

O Brasil durante um tempo se esmerou na produção de uma imagem de um país pacífico e avesso à violência. Também não éramos racistas. No entanto, essa percepção mudou. A violência e o racismo, na verdade, são elementos fundadores desta nação que tentou se imaginar de outro modo, mas sucumbiu à realidade dos donos de poder, acostumados à posse de terras, de bois e de seres humanos.

A violência e o racismo são elementos fundadores desta nação que tentou se imaginar de outro modo, mas sucumbiu à realidade dos donos de poder, acostumados à posse de terras, de bois e de seres humanos

Nos últimos tempos, o “partido da violência” parece ter avançado na consolidação do seu poder sobre o Brasil; despertando o que a sociedade brasileira tem de pior, ocupando as instituições, impondo a sua voz, manipulando o medo e mobilizando o ódio. O partido da violência soube se aproveitar da covardia e da ganância dos donos do poder no Brasil - poder econômico, poder político e poder simbólico. Um poder que se estabeleceu a partir da propriedade de terras e de homens, montado sobre o escravismo e renovado pelo mito supremacista branco, embalado cuidadosamente por políticas públicas de embranquecimento e de controle social no pós abolição. Uma herança permanentemente atualizada. Um racismo nunca verdadeiramente contestado, com raras exceções, nem pela direita, nem pela esquerda. Uma classe senhorial sustentada pela exploração de mãos negras que ali sempre estiveram para servir, corpos escravizados ou quase escravizados, submetidos pela violência e também por uma cultura de subalternização que alcança, em maior ou menor medida, toda a sociedade.

Reflito, então, no que ouvi recentemente do professor e pensador, Edson Cardoso, a respeito da experiência negra no Brasil: vamos precisar contar o passado novamente para que possamos dar aos fatos ocorridos com a população negra o destaque merecido. E esse processo, embora inclua uma história carregada de terror, contém também uma infinidade de trajetórias portadoras de muita potência e de grande força vital. Isso me anima, enfim, a encontrar pensamentos felizes em meio à guerra.

Começo pelo que salta aos olhos: a força de uma juventude que está dando um show para todos os lados que olhamos. Na COP26, encerrada recentemente, assistimos ao surgimento de respostas e cobranças de ações essenciais à proteção da vida no planeta produzidas por jovens de todos os quadrantes do mundo, como a adolescente sueca Greta Thunberg, que ganhou admiração mundo afora por sua coragem e disposição mundial, ao chamar a atenção para a responsabilidade dos governos em dar uma resposta à crise climática. As melhores ideias e os melhores momentos da COP26 foram produzidos não pelos modorrentos representantes de governos, mas por jovens de todos os quadrantes do planeta, em especial de lideranças indígenas. Do Brasil, estiveram lá representantes das juventudes das periferias e favelas, a juventude negra e indígena, com grande destaque para as mulheres. Foi bonito de ver.

Nas artes e na cultura explodem novos autores, músicos, cantores, artistas de todos os gêneros e áreas, uma lindeza. Na literatura e no audiovisual, o mundo dos contadores de história, chamam a atenção talentos como o de Yasmin Thainá, Ana Paula Lisboa, Jessé Andarilho, Eliana Alves Cruz, Geovani Martins, Itamar Vieira Junior e tantas outras vozes que vêm encontrando espaço nas frestas de um mercado que sempre se fechou a quem não reproduzia o cânone dominante, marcadamente branco e masculino. A Flup - Festa Literária das Periferias - recém-encerrada e que completou dez anos em 2021, tem sido um celeiro constante para o surgimento e a visibilidade de uma potência criativa ainda pouco reconhecida nos círculos tradicionais.

No ativismo político, novas vozes trazem o seu recado e reivindicam o seu lugar na construção do futuro, em particular as que representam os movimentos negros e de periferias que enfrentam a política permanente de extermínio por parte do Estado.

Tudo isso me traz esperança. São processos concretos que tensionam e disputam o Brasil.

Mas junto com isso também trago na cabeça umas contas de vidros que abrem novos horizontes e permitem encontrar pensamentos felizes e esperança, em meio aos meus fantasmas e medos.

Lentes que me permitem pensar, com alegria, na imensidão do mar. Na profundidade dos oceanos e na vastidão de suas águas.

Na escuridão profunda do espaço infinito, onde as galáxias não são mais do que grãos de poeira. Naquilo que não se conhece, nem se reconhece nas medidas demasiadamente humanas de tempo ou de espaço.

Tenho esperança no mistério do não existir. Na possibilidade da não existência. Na aceitação pacífica do fim. Mas também tenho esperança na vida. Essa combinação improvável de encontros que nos permite nascer. No ar que respiro. Nos sabores e nos cheiros que sinto. Na sede e na fome saciadas.

Tenho esperança no abraço, no amor e, sobretudo, na arte.

Atila Roque é historiador, cientista político e diretor da Fundação Ford no Brasil. Exerceu papel de liderança em diferentes organizações da sociedade civil no Brasil e no exterior. Foi diretor-executivo da ActionAid International nos EUA e do INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos). Antes de assumir a Fundação Ford, em 2017, foi diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil. Faz parte do Conselho Diretor do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas).

Imagem de Internet  

Fonte:

Fonte: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Em-busca-de-pensamentos-felizes-em-tempos-de-guerra?utm_source=NexoNL&utm_medium=Email&utm_campaign=anexo

David Diop vem à Flip com romance premiado sobre senegaleses na 1ª Guerra

david diop

David Diop foi o primeiro autor francês a vencer o International Booker Prize - AFP

'Irmão de Alma' venceu o International Booker ao contar experiência de soldados negros na trincheira francesa

São Paulo

"Ao observar os olhos azuis do inimigo, costumo ver o medo e o pânico da morte, da selvageria, do estupro, da antropofagia", narra Alfa Ndiaye, um soldado negro que se deslocou do Senegal para lutar pela França na Primeira Guerra Mundial. "Vejo em seus olhos o que lhe disseram de mim e aquilo em que acreditou sem nunca ter me encontrado."

O escritor David Diop criou o personagem que elabora essa definição tão íntima do olhar discriminatório alimentado por uma dualidade que também o habita.

Diop nasceu há 55 anos em Paris. Ainda criança, se mudou para morar com a família de seu pai em Dacar, a capital senegalesa. O protagonista de seu romance "Irmão de Alma", o primeiro livro de um autor francês e de ascendência africana a vencer o prêmio International Booker, faz a viagem contrária, rumo à Europa.

É tentador pensar que o romance é um esforço do escritor para reconciliar suas raízes, marcadas pelo sangue da violência colonial. É uma ideia que ele recusa.

"Quando escrevo meus romances, coloco em ação as minhas duas sensibilidades culturais", afirma, em entrevista. "Elas não são antagonistas, se harmonizam na minha escrita. Assim, se trata de conciliação, não de reconciliação. A reconciliação supõe um antagonismo pregresso entre duas culturas, o que não existe em mim."

O personagem principal de "A Porta da Viagem sem Retorno", seu último romance, que chega ao Brasil pela editora Nós a tempo da participação do autor na Festa Literária Internacional de Paraty, também viaja entre as duas culturas.

Michel Adanson é um naturalista europeu, inspirado num personagem real, que se desloca à África Ocidental para estudar sua flora. A mudança de perspectiva é igualmente radical, mas em sentido oposto e com impactos distintos.

Mas algo que liga os dois romances, nas palavras de Diop, é que ambos tratam de "superar os preconceitos que poluíam os olhos de uns sobre os outros na época em que a França tinha um império colonial".

Os livros entram, assim, na prateleira cada vez mais abarrotada das obras decoloniais. Só para ficar no gancho da Flip, autores como Djaimilia Pereira de Almeida, Ailton Krenak e Micheliny Verunschk —com quem Diop dividirá mesa neste domingo às 16h— pensam todos maneiras de refundar as histórias marcadas pela dominação europeia em novas razões e sensibilidades.

Em "Irmão de Alma", a poluição que cega os olhos franceses se manifesta, por exemplo, quando o capitão do destacamento de Ndiaye diz que "os chocolates da África Negra são naturalmente os mais corajosos entre os corajosos". "Os jornais só falam em suas façanhas!"

O narrador rápido identifica que esse papo só serve para estimular que os soldados africanos saiam "afoitos para serem ainda mais massacrados, gritando como loucos furiosos, o rifle regulamentado na mão esquerda e o facão selvagem na mão direita".

Sua compreensão cristalina das falas do capitão logo se verte num sutil manifesto anticolonial, quando Ndiaye fala para si mesmo: "Ninguém sabe o que eu penso, sou livre para pensar o que quiser. O que eu penso é que querem que eu não pense."

Essa é uma das múltiplas linhas interpretativas que surgem de "Irmão de Alma", que também pode ser lido como um conto sobre a deterioração da sanidade —provocada pela culpa que Ndiaye sente pela morte de um amigo que era como um "gêmeo parido no mesmo dia"— ou como uma ruminação sobre a proximidade entre o afeto e a violência.

É curioso, por exemplo, como Diop descreve o ato de irromper das trincheiras como "sair do ventre da terra" —ao insistir em comparar as frestas cavadas no chão a uma vagina, o autor avizinha o nascimento e a morte. Também se aparentam suas descrições sensoriais dos cadáveres que têm os intestinos vertidos para fora e a sensação de penetrar o corpo feminino no sexo.

Mesmo que possa ser definido como romance de guerra, gênero exaustivamente encontrado na literatura europeia, este se distingue ao beber da ancestralidade africana. Afinal, seu protagonista não é como a maior parte dos que habitam esse tipo de livro.

"Eu tinha vontade de ouvir a voz de um combatente africano há muito tempo", lembra Diop. "Sempre fui curioso em relação ao que eles poderiam pensar quando chegavam ao teatro de uma guerra europeia. Se existem os testemunhos de senegaleses, eles não traduzem geralmente sua terrível intimidade com a guerra. É pela ficção que tentei imaginar o inferno que viveram."

O escritor, que também pesquisa literatura dos séculos 17 e 18 em sua cadeira na Universidade de Pau et des Pays de l’Adour, na França, conta que recorreu a teses historiográficas sobre o papel dos atiradores de Senegal durante a Primeira Guerra, quando eram comumente usados como bois de piranha no front, conforme mostra o livro.

"Mas fiz todas essas leituras sem tomar notas, porque no momento da escrita entra em jogo minha memória afetiva. O que me tocou nos documentos históricos ressurge nas minhas palavras sob a influência da emoção."

Assim Diop consegue entender a guerra numa costura profundamente pessoal entre dois mundos que, na verdade, são um —o seu próprio.

"Acho que Deus está sempre atrasado em relação a nós", confessa Ndiaye, após assassinar um menino que sabe, no fundo do coração, que era uma boa pessoa. "É isso a guerra: é quando Deus se atrasa na música dos homens, quando não consegue desemaranhar, ao mesmo tempo, as linhas de tantos destinos."


O estresse é um problema coletivo, não apenas individual

 Por Collete Shade.

 
 Se realmente queremos reduzir o estresse, a única solução é um sistema construído para servir às pessoas – e não o contrário. (Anh Nguyen / Unsplash)

As técnicas corporativas de gerenciamento de estresse enfatizam soluções individualizadas para nossas ansiedades e tensões. Mas uma sociedade atormentada pelo estresse e pela burocracia excessiva tem que resolver seus problemas de estresse coletivamente, não apenas individualmente.




Tradução: Diego Fernandes.

Eu vivia recebendo esses boletos de cobrança. Um deles era de um hospital e o outro de um laboratório, somados eles dizem que devo 700 dólares por um check up e um teste diagnóstico. Eu tinha acabado de começar em um novo emprego – meu primeiro como recém formada – e ainda nem havia recebido meu primeiro pagamento. Estava exausta atendendo meus novos pacientes, conhecendo meus novos colegas de trabalho e entendendo como lidar com minhas novas obrigações. Desnecessário dizer que os boletos surpresa não chegaram num bom momento.

Sabia que minha seguradora cobria tanto o check up quanto o teste. Então, fiz o que tinha que fazer: liguei ao hospital para tentar entender o que estava acontecendo. Depois de uma espera na linha, fui atendida, mas me disseram que o problema era com o pagamento e não com o provedor. Então, liguei para minha seguradora. Mas eles me disseram justamente o oposto: eu precisaria ligar ao provedor. Então, liguei de volta ao hospital. Mas eles me disseram novamente que o problema era com a seguradora. E assim por diante. Foram longas esperas no telefone. Fui jogada pra lá e pra cá, de um departamento a outro.

Foi por volta dessa época que comecei a perder minhas chaves – o que pra mim, hoje em dia, não é algo que aconteça com frequência. Eu saía para trabalhar sem meu celular e tinha que dirigir de volta para casa para pegá-lo. Eu estacionava na rua errada e em horário proibido e recebia uma multa de 32 dólares, embora conhecesse a região. Em um certo ponto, perdi o cartão do meu plano de saúde e tive que solicitar outro – algo nada fácil diante das constantes esperas e transferências de departamentos. Cumulativamente, minha vida começava a ficar mais e mais estressante, numa espiral descendente.

Por fim – após semanas – resolvi o problema. Pouco tempo depois, comecei a me sentir bem novamente. Em outras palavras, parei de perder minhas chaves.

Conto essa história não para discutir as políticas de saúde dos Estados Unidos (embora sejam terríveis), tampouco para ilustrar a armadilha da pobreza (um problema temporário de liquidez é diferente de pobreza) ou os problemas com a arrecadação regressiva de receitas municipais baseada em multas e taxas. Trago essa anedota pessoal para explicar, de modo concreto, a forma pela qual o estresse prejudica o funcionamento cognitivo no curto prazo.

De acordo com a American Psychological Association, podemos definir função cognitiva como “a performance dos processos mentais como percepção, aprendizagem, memória, compreensão, consciência, raciocínio, julgamento, intuição e linguagem”.

“Estresse psicológico pode afetar funções cognitivas no curto prazo (e.x., como quando os pensamentos de uma pessoa são tomados por uma discussão que ocorreu mais cedo num dia e resultam em habilidade reduzida de prestar atenção, acompanhar ou lembrar de passos a serem tomados numa tarefa a ser cumprida)”, conforme um artigo publicado em 2015 pelo periódico BMC Psychiatry. “No curto prazo, pequenos estressores diários podem produzir efeitos passageiros na cognição ao reduzir a quantidade de recursos atencionais disponíveis para o processamento de informação.”

Porém, uma vida toda de estresse acumulado pode também promover efeitos deletérios de longo termo – particularmente quando se trata de envelhecimento. “Aqueles que experimentam estresse crônico mostram declínio cognitivo acelerado se comparados aos pares menos estressados de sua mesma idade”, afirma o artigo.

Esse e outros estudos têm sugerido um link entre aumento de estresse e a doença de Alzheimer. “O manejo do estresse pode reduzir problemas de saúde relacionados ao estresse, os quais incluem problemas cognitivos e um maior risco de doença de Alzheimer e demência”, afirma artigo publicado no blog da Harvard Health.

O artigo sugere que você “proteja seu cérebro” desses problemas reduzindo o estresse: tendo uma boa noite de sono, fazendo uma lista de seus afazeres, e pedindo ajuda e suporte a outras pessoas. Essas são todas ótimas ideias, as implemento em minha própria vida e sugiro aos meus pacientes que se sentem sobrecarregados pelas batalhas do dia a dia façam o mesmo.

Mas essas ideias de manejo de estresse sempre vão nos fazer sentir como se estivéssemos nadando contra a corrente em uma sociedade que está engajada – nas palavras de Mark Fisher – na “ampla privatização do estresse”. Afinal de contas, porque exatamente o manejo de estresse causado por serviços públicos confusos e degradados pela austeridade, por condições opressivas de trabalho e por racismo, sexismo e outros preconceitos recaem sobre o indivíduo?

Costumo explicar a privatização do estresse para pacientes logo após falarmos sobre o sono, sobre listas de afazeres, e sobre pedir ajuda. Digo a eles para não acabarem consigo mesmos, especialmente porque o problema é sistêmico. Mas mesmo isso é insuficiente. Em terapia, trabalhamos para identificar as soluções reais para os problemas dos pacientes. Portanto, falamos sobre como as coisas poderiam ser diferentes.

E se manejar o estresse diz respeito, de fato, a organizar a sociedade de uma forma que seja menos estressante para todas as pessoas? Poderíamos reduzir o fardo administrativo jogado sobre indivíduos contratando mais pessoas e tornando os serviços mais simples de se utilizar (é o caso tanto do serviço público quanto do privado). O governo poderia financiar plenamente um transporte eficiente. O governo poderia determinar maiores salários, maior segurança no trabalho e mais tempo de folga remunerada, de modo que as pessoas pudessem cuidar de si mesmas e relaxar.

A redução do estresse deveria ser tratada como um sério problema de saúde pública. É também um assunto de equidade. Como no caso de qualquer doença social, as pessoas pobres são as mais expostas e desenvolvem os piores efeitos. Se realmente queremos reduzir o estresse, a única solução está num sistema construído para servir às pessoas – e não o contrário.

 Tradução: Diego Fernandes.

 *Ensaísta e estudante de mestrado na Escola de Trabalho Social da Universidade de Maryland.