domingo, 7 de novembro de 2010

Se a moda pega

Arcebispo de Bruxelas recebe torta na cara em plena missa

O chefe da Igreja Católica na Bélgica,
André-Joseph Léonard (foto),
que chegou às manchetes dos últimos dias
por suas polêmicas declarações sobre a Aids,
 a pedofilia e a homossexualidade,
 recebeu neste sábado um "tortaço" na cara,
enquanto rezava uma missa na catedral de Bruxelas.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 06-11-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O incidente foi registrado em vídeo por uma pessoa que gravava a liturgia na catedral de São Miguel e Santa Gudula, e que posteriormente foi publicado pelo portal católico Gloria TV e pelo jornal flamengo De Standaard em sua página web.
Nas imagens, pode-se ver Dom Léonard no altar enquanto o coro canta. Uma pessoa se aproxima dele com a torta na mão e a joga em seu rosto.
O arcebispo de Bruxelas-Malines permaneceu em seu lugar enquanto seus assistentes lhe ajudavam a limpar o rosto e os óculos.
Léonard pareceu levar com bom humor o episódio, já que até provou os restos da torta e comentou que estava "muito boa".
O movimento religioso Pro Sanctitata, para quem Léonard rezava a missa de hoje, não fez alusão ao incidente em sua página da Internet.
No entanto, o jornal flamengo Het Nieuwsblad reúne algumas declarações da porta-voz francófona do arcebispado, Claire Jonard, e do abade Patrick Vanderhoeven, mestre de cerimônias da catedral bruxelense, nas quais confirmam que o arcebispo prosseguiu a celebração, e que o arcebispado se recusou a apresentar uma denúncia contra a pessoa que investiu contra Léonard.
"Não temos nem ideia de quem se trata, nem de quais eram suas intenções ", comentaram.
Léonard foi duramente criticado na Bélgica por suas palavras sobre a homossexualidade, que neste ano ele comparou com a anorexia, o que levou diversos grupos gays a apresentar uma denúncia contra ele em um tribunal de Bruges (noroeste da Bélgica) por uma suposta violação da legislação contra a discriminação.
Por outro lado, ele assinalou que a Aids é "uma espécie de justiça imanente" e, sobre os casos de pedofilia na Igreja, defendeu que os padres que não estão atuando não devem ser julgados.
Esses comentários levaram parte da Igreja belga a se distanciar do arcebispo, e seu porta-voz, Jürgen Mettepenningen, renunciou na última semana após passar só três meses nesse posto.
Desde sua chegada ao cargo, Léonard se viu obrigado a lidar com o escândalo da pedofilia na Bélgica, especialmente depois que, no último mês de setembro, uma comissão nomeada pela própria Igreja apresentou um relatório no qual documentou pelo menos 475 denúncias de abusos por parte de religiosos, entre 1960 e meados dos anos 1980. Em 13 desses casos, as vítimas se suicidaram.
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Fonte: IHU online, 07/11/2010

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