quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sete pessoas que desistiram da civilização para viver na natureza

Para alguns, o peso da civilização pode ser difícil de carregar. O ritmo acelerado, os problemas de relacionamento, a luta política e a complexidade tecnológica… todo mundo já pensou pelo menos uma vez em fugir para uma vida mais simples, em contato com a natureza.

Porém, enquanto para a maioria das pessoas esse sentimento se traduz em um final de semana acampando ou na fazenda, para outras (críticos da civilização, ativistas, espitualistas ou livres de espírito) essa ideia é levada ao extremo. Conheça sete indivíduos que escolheram viver sozinhos com a natureza.

Christopher McCandless
Mais conhecido pelo livro de Jon Krakauer, “Into the Wild”, e pelo filme homônino dirigido por Sean Penn, Christopher McCandless (que chama a si próprio de “Alexander Supertramp”) foi um americano intinerante que sonhou com uma odisséia no Alaska em que ele estaria longe da civilização.
Embora ele tivesse sido bem educado, sua origem de classe média-alta e sucesso econômico só aumentou seu desprezo por aquilo que ele via como materialismo vazio da sociedade.
Tragicamente, após viver uma aventura de 113 dias na vida selvagem do Alaska, McCandless suncubiu à fome em agosto de 1992.

Timothy Treadwell
Timothy Treadwell foi um ambietalista, naturalista amador, guerrilheiro ecológico e documentarista que viveu entre os ursos do Parque Nacional Katmai, no Alaska.
Apesar de viver entre os ursos sem nenhuma proteção por 13 verões, quando estava prestes a voltar à civilização, ele e a namorada AMie Huguenard foram mortos por um urso.
Alguns o chamaram de idealista ingênuo, mas Treadwell lutou para proteger o habitat que amava com ativismo e documentação. A história dele foi imortalizada no documentário “Grizzly Man”.

Henry David Thoreau
O famosos escritor americano, Henry David Thoreau, era naturalista, filósofo e crítico do desenvolvimento. Em seu livro “Walden”, ele escreveu sobre o período de isolamento que viveu em uma cabana ao lado de Walden Pond, em Massachusetts.
Thoreau retornou para a civilização após o período em Walden, mas propôs se isolar novamente da sociedade para ganhar maior compreensão sobre isso. Seu trabalho é reconhecido como uma declaração pessoal de independência, uma viagem espiritual de descoberta e um manual de autossuficiência.

Ted Kaczynski
Mais conhecido como o Unabomber infame, Kaczynski é um primitivista que assumiu suas críticas à civilização e à tecnologia ao extremo. Ele foi um professor universitário de carreira promissora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mas sua instrução educacional não o impediu de viver em uma cabana remota, sem água encanada ou eletricidade, na selvagem Montana.
Lá, Kaczynski começou uma campanha de bombardeamento. Ele enviou 16 bombas mirando universidades e aviões, matando três pessoas e ferindo 23. A justificativa para suas ações foram descritas em seu manifesto intitulado Sociedade Insdustrial e o seu Futuro.
Atualmente, ele está cumprindo prisão perpétua sem condicional em uma prisão federal norte-americana.

Noah John Rondeau
Rondeau foi um eremita muito conhecido que escapou da sociedade para morar nos altos picos de Adirondack, em Nova York. Antes de se retirar para a casa remota, aos 46, Rondeau afirmou que “não estava bem satisfeito com o mundo e as novas tendências”.
Embora tenha permanecido isolado, Rondeau ocasionalmenre aceitava visitantes e ainda tocava violino para eles. Infelizmente, teve que se mudar de casa mas, ainda na mesma cidade, morreu em 1967 de velhice.

Paul Gauguin
O artista pós-impressionista Paul Gauguin foi um pintor e escritor conhecido pelo estilo primitivo e filosofia. Em 1891, frustrado pela falta de reconhecimento em casa e a má condição de vida, ele decidiu viajar para os trópicos e fugir da civilização europeia onde “tudo é artificial e convencional”.
Ele passou seus últimos dias vivendo no Tahiti e Ilhas Marquesas, onde se aliou aos nativos e entrou em confronto com as forças coloniais. Seu trabalho foi bastante influenciado pelo ponto de vista dos polinésios.

Os padres do deserto
Escapar da civilização preconceituosa em busca da pureza espiritual da natureza foi a maior motivação de muitos monges e fanáticos de vários credos e religiões ao longo da história, em busca de Deus e iluminação.
Um exemplo dos “Padres do Deserto” foram os cristãos eremitas do terceiro século, que abandonaram cidades “pagãs” para viver na solidão do deserto no Egito. Entre os mais conhecidos estava Antônio, o Grande, que foi o primeiro a ir diretamente para o deserto, uma mudança drástica que contribuiu para a sua fama.
*Com informações da Mother Nature Network
(EcoD)
Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/30/05/2012

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