P. Dennis Clark*
Alguns anos após a Guerra Civil nos EUA ter terminado, o
famoso general Robert Lee visitou a plantação de um amigo no Kentucky.
Diante da mansão estavam ainda os tristes vestígios de uma grande
magnólia, cujos ramos tinham sido destruídos pela artilharia.
Apesar da passagem do tempo, a dona da casa vivia ainda
com um sentimento amargo, e chorou lágrimas encolerizadas quando
mostrou ao general o tronco cicatrizado e enegrecido da árvore. A
mulher fez uma pausa, na expetativa de que a sua raiva fosse reforçada
por palavras que reprovassem o odioso inimigo.
O general ficou silencioso durante alguns instantes.
Depois, olhou para o que restava da magnólia e disse: «Deite-a abaixo,
querida senhora, e esqueça».
Durante anos, a mulher envenenou e reduziu a sua vida
ao afeiçoar-se àquelas memórias amargas. Mudar de atitude implicava uma
profunda mudança do coração. Porque é com o nosso coração que olhamos
para o mundo, tiramos-lhe as medidas e decidimos como reagir a ele.
Se os nossos corações são amargos, maus ou pequenos,
eles projetarão a sua imagem estreita e horrível do mundo. Nele
encontraremos precisamente o que estamos à espera de encontrar, ou
seja, nada de bom. Reduziremos os nossos amigos a inimigos e as
oportunidades a problemas. E nesta dinâmica, os nossos coração
tornar-se-ão, eles também, cada vez mais pequenos e estreitos, com cada
vez menos espaço para a amizade e para o amor que as pessoas nos
querem dar. É o que Jesus quer dizer quando afirma: «A medida que
usardes com os outros será usada convosco».
Mas, e se os nossos corações não forem frios, duros e
pequenos? O que acontecerá se os nossos corações forem calorosos,
abertos e otimistas? O que é que veremos? Um mundo muito diferente, um
mundo cheio de pessoas boas que ainda não se completaram, um mundo de
pessoas que lutam para que a sua vida dê certo, pessoas que conseguirão
crescer se lhes dermos uma mão em vez de lhes virarmos as costas.
Grandes corações podem visualizar tudo isto, e podem converter os
inimigos em amigos, e podem amar as pessoas no seu todo, como elas são,
tal como Deus as ama.
E nesta dinâmica de procurar o bem nos outros e
ajudá-lo a ampliar-se, esses corações grandes e abertos tornar-se-ão
cada vez maiores. E então encontraremos em nós uma capacidade
totalmente nova de recebermos e alegrarmo-nos com o amor e a amizade
que as pessoas nos querem dar. A medida que usarmos com os outros será
aquela com que seremos medidos.
Em que mundo queremos viver? Num mundo hostil, cheio
de inimigos e vazio de alegria? Ou num mundo pacífico, totalmente
habitado por irmãos e irmãs? A escolha é nossa. E quer o saibamos ou
não, os nossos corações estão neste preciso momento a criar o mundo que
escolhemos. Com a ajuda de Deus, pode ser um mundo luminoso, com espaço
suficiente para todos os filhos de Deus.
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* Escritor.
Trad./adapt.: rjm
Fonte: © SNPC (trad.) | 09.01.14
Trad./adapt.: rjm
Fonte: © SNPC (trad.) | 09.01.14
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